by Jorge Almeida » segunda abr 12, 2010 4:07 pm
Para além disso, há quem tenha comparado estas situações com as situações dos naturalizados que jogaram (e, no caso do Bosko, ainda jogam) pela selecção nacional.
Para mim, há uma diferença que faz (passe o pleonasmo) "toda a diferença":
Nos casos que temos aqui abordado (os cubanos, Nagy, Rutenka, Sterbik, Dujshebaev, Puljezevic, Krivocapic e Eklemovic), todos eles, antes de se naturalizarem e de jogarem pelo país de adopção, jogaram pela selecção dos países do "passaporte original" (sendo que Dujshebaev jogou por 4 selecções - URSS, CEI, Rússia e Espanha, e que Rutenka prepara-se para a sua 3ª selecção nacional - Bielorussia, Eslovénia e Espanha). Nenhum dos "nossos" naturalizados (Tchikoulaev, Bolotsky, Dolgov, Bosko, o sérvio que jogou tantos anos pelo Sporting e que agora me falha o nome) jogou pela selecção sénior do seu país de origem, e nem tinham perspectivas de serem convocados por essas selecções quando se disponibilizaram a jogar pela selecção nacional (Tchikoulaev, salvo erro, chegou a jogar pela selecção de juniores da URSS, mas nem se pode pôr esse caso, pois, quando veio para o ABC, já era sénior, e a URSS já nem existia).
Para além disso, o que ganham monetariamente para estar ao serviço da selecção está longe de ser uma quantia que, por si só, atraí-se-os (ao contrário do que se fala à boca pequena do que se ganha nessas selecções nacionais que recorrem, sistematicamente, a naturalizados). Claramente, os "nossos" naturalizados não se disponibilizaram para jogar na selecção nacional pelo dinheiro.
Aliás, meter o caso de Bosko no mesmo saco dos outros é injusto para com o jogador (salvo erro, veio para Coimbra com 12/13 anos, para fugir à Guerra da Bósnia, acompanhando os pais), pois Bosko, nesta altura da sua vida, deve ser mais português que bósnio.
Outro caso que estou a lembrar-me duma naturalização que não deslustra o jogador e a sua nova selecção é o caso de Jaime Barreiros (ABC) e de Angola. Barreiros nunca jogou na selecção nacional A, e, na altura em que Angola manifestou-lhe interesse, ele não tinha nenhuma perspectiva de ser convocado para a nossa selecção nacional A. Já o caso de Sérgio Morgado é mais esquisito.
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Jorge Almeida em segunda abr 12, 2010 9:40 pm, num total de 1 vez.