A tarefa foi muiiiiiiiito mais difícil do que estava à espera. Irão ficar de fora jogadoras que custa não colocar em cada uma das equipas mas lá terá que ser. Ressalvo o facto de Portugal continuar a apresentar um défice de esquerdinas de qualidade…
Sete inicial:
Guarda-redes: Daniela Pereira (Colégio de Gaia) – A juntar às suas fantásticas capacidades antropométricas, revela uma cada vez melhor apetência para defender as bolas para baixo. Provavelmente, a jogadora mais decisiva de toda a Zona Norte. Tenha vontade de trabalhar e tem todas as condições para rumar ao estrangeiro.
Ponta esquerda: Maria Inês (Colégio de Gaia) – Pouco jogou na ponta esquerda esta época, em função das adaptações que a Paula Marisa teve fazer por causa das lesões, mas a sua versatilidade permite-lhe jogar em praticamente todo o lado (têm que a experimentar a Guarda-redes
Lateral esquerda: Cláudia Correia (Alavarium) – Uma lesão no início da época, fez com que entrasse mais “soft” em competição mas à medida que a época foi avançando mostrou porque é uma das jogadoras mais espectaculares da competição. Uma finta de 1X1 muito forte e um remate muito potente, aliados a uma velocidade de execução muito própria dela são as suas melhores características de uma jogadora que evoluiu muito em termos defensivos e que dá sempre espectáculo. Uma pena esta grave lesão que siofreu e que a fará parar durante meio ano.
Central: Elizabete Carvalho (Santa Isabel) – Parece que a idade não pesa e joga a um ritmo muito acima de todas as outras jogadoras. Pensa e executa mais depressa do que a maioria o que lhe permite ganhar vantagens em situações aparentemente pouco propícias a isso.
Lateral direita: Filipa Fontes (Santa Joana) – Central de raiz foi muitas vezes utilizada a lateral direita. Uma capacidade de fazer jogar a equipa e que, mesmo sendo muitas vezes discreta, a tornam na peça chave do Santa Joana. É uma autêntica “faz tudo” em campo: Lidera, assiste, remata, penetra. Uma jogadora muito completa que fez uma grande época.
Ponta direita: Nádia Lemos (?) (CALE) - Confesso não estar certo do nome desta jovem jogadora que é a grande surpresa deste sete inicial. É verdade que beneficia da ausência de esquerdinas de qualidade no andebol português mas, ao longo da época, foi evoluindo e acabou a época em excelente nível. Será, provavelmente, a minha escolha com que mais discordarão mas, para mim, foi a melhor ponta direita da Zona Norte.
Pivot: Catarina Martins (Alavarium) – Nem as lesões travaram esta pivot que consegue aliar um corpo possante a uma excelente velocidade de execução. Muito difícil de travar é um verdadeiro pesadelo para as defensoras. Estive em dúvida sobre quem seria a pivot titular mas a sua enorme capacidade defensiva fez a diferença na hora de escolher. A sua vontade de treinar, depois de tantos anos de andebol, continua a impressionar-me. Fantástica jogadora.
Sete suplente:
Guarda-redes: Sandra Costa e Diana Roque (Alavarium) – Eu sei, eu sei… eu não devia abrir excepções mas cada uma delas foi titular em metade dos jogos da minha equipa e não consigo escolher uma delas. Em todos os blogs se falou do facto de sermos a melhor defesa do campeonato, mas acho que todos desvalorizam o papel das nossas GR. Foi nelas que começou a segurança defensiva esta época. Uma mais espectacular (Diana) a outra mais segura (Sandra) ambas fizeram uma excelente época e são exímias a lançar contra-ataques. Se estamos na fase final, muito lhes devemos a elas.
Ponta esquerda: Ana Araújo (São Bernardo) – Talvez a grande revelação desta época. Ainda com um remate de ponta muito pouco trabalhado, tem uma velocidade de execução fantástica e é uma seta a sair para o contra-ataque. A sua versatilidade permite-lhe jogar também na primeira linha. Com uma fibra impressionante.
Lateral esquerda: Rita Alves (Maiastars) – Enquanto esteve em boas condições físicas, foi uma das estrelas da competição. Fisicamente, com um potencial incrível tem uma amplitude de movimentos que tornam muito difícil defendê-la. Costumo dizer às minhas atletas, na preparação dos jogos com o Maiastars que “enquanto a Rita dá um passo, vocês dão dois”. Quando ganhar mais confiança no tiro exterior, será um caso sério.
Central: Andreia Ramos (Colégio de Gaia) – Não tenho dúvidas que, noutras condições físicas, seria a central titular mas jogou a maior parte da época com problemas nos joelhos, felizmente já debelados. Tem uma capacidade de leitura e organização de jogo muito acima da média, o que a tornam uma das jogadoras mais inteligentes do campeonato, características perfeitas para uma central. Além disso, é uma das melhores defensoras da competição.
Lateral Direita: Teresa Santos (Juve Mar) – Central de raiz, jogou a maior parte da época a lateral direita. Excelente capacidade de penetração e uma facilidade muito grande de remate fazem dela uma excelente jogadora. Poderá ser a grande central de futuro do andebol português quando conseguir melhorar a sua ligação com a segunda linha.
Ponta Direita: Joana Cepa (Juve Mar) – Uma segunda volta notável desta discreta jogadora. Sem dar muito nas vistas, tem sido de uma eficácia notável e foi ela uma das chaves (pouco faladas) da grande segunda volta que a Juve Mar fez.
Pivot: Viviana Rebelo (Santa Joana) – Uma facilidade de desmarcação notável e uma pega de bola como só as grandes pivots têm. Fez uma época soberba numa equipa que canaliza muito do seu jogo para ela.
É pecado deixar algumas jogadoras de fora. Não vou deixar, no entanto de as nomear, porque qualquer uma delas tinha valor para estar nestes setes. Maria Loura (que fica de fora, porque jogou muito pouco tempo) (Alavarium), Ana Celeste Dias (Santa Joana), Ana Carvalho (Académico do Porto), Andreia Escrivães (Juve Mar), Mariana Regadas (Santa Joana), Olinda Leal (Maia Stars), Inês Branco (Alavarium), Daniela Santos (Alavarium), Helena (Colégio de Gaia)
