by vascobzky » quarta mar 10, 2010 3:27 pm
Claro que não, tens de dar sempre a tua opinião, obviamente também penso assim.
Dando agora eu a minha opinião, continuo a dizer o mesmo, este modelo tem vantagens e desvantagens. No entanto volto a focar alguns pontos falados.
- Que 1ª Divisão tem qualidade de 1ª Divisão, quando contém na sua estrutura equipas que se apresentam em jogos com 7 ou 8 jogadoras, ou até fazem mesmo faltas de comparência???
- Que campeonato é este, em que não há descidas de divisão ?? As equipas que não lutam para se apurarem para a fase final, lutam para quê ?? Treinam e jogam para aquecer??
- Chama-se 1ª Divisão, mas no entanto aparecem arbitragens nessa 1ª Divisão que nem qualidade têm para os minis e bambis quanto mais...
- Divido por zonas é bem verdade, reduzem-se os custos, mas ao fim e ao cabo, quem quer andar a jogar entre os melhores não terá as mesmas despesas , caso estivessem numa 1ª Divisão fixa?? Andamos é alimentar o amadorismo, e o andebol feminino continuará a ser o parente pobre. As pessoas acomodam-se e não trabalham em busca de mais fontes de rendimento. Às despesas que existem com o andebol.
- Fala-se no artigo do blog que vários pavilhões tiveram grandes enchentes com este modelo, parece-me no entanto um dado se qualquer fundamento. Onde o andebol está implementado e as equipas conseguem levar os seus escalões da formação a verem as seniores, a casa está sempre composta independentemente da fivisão em que se encontram. O Alavarium é um caso disso, num jogo qualquer de um qualquer escalão, há sempre boa assistência. Este ano lutaram para ir à fase final, se o campeonato fosse como o ano passado, estariam a lutar para subir e de certeza teriam tão boas assistências como este ano.
- Salvação financeira dos clubes ?? Mais uma engraçada. Os clubes de forma geral estão sem dinheiro, e uma das suas grandes despesas são as arbitragens. Ora vejamos, em jogos da formação não aparecem árbitros, em provas que estão pagas, e os árbitros já se andam a queixar que não recebem desde Dezembro. Alguma coisa aqui está mal, ou alguns clubes não pagam, ou a FAP não paga aos árbitros. Outro ponto importante nesta questão, é a que, se se mantivesse o modelo do ano passado, à excepção das 10 ou 12 equipas primodivisionárias, as outras na 2ª Divisão também jogariam por zonas geográficas, dado que a prova era não-fixa, como tal esse aspecto também seria bom, porque por ex equipas como a Assomada e o Castelo Branco que já se fala que irão acabar, não teriam ido jogar duas vezes à Madeira, nem duas vezes ao Algarve, nem 3 vezes a Leiria.
- Foi referido que a competição na zona norte foi um sucesso. Na minha opinião efectivamente a zona norte foi muito emotiva e competitiva, mas a meu ver, foi bastante nivelada por baixo. Vamos ver se tenho ou não razão, com os jogos da fase final, entre os 4 apurados do norte, contra o Gil, a SAD e o João de Barros essencialmente.
- Por fim, referiu-se que no sul há poucas equipas, e como tal teria que se juntar equipas do Norte ao Sul, também não é verdade, pois irá haver agora Taça de Portugal e existem 4 zonas. Umas com 4 equipas outras com 5,ou seja, adaptou-se a prova às zonas geográficas. Obviamente numa 2ª Divisão poderia-se fazer o mesmo, e qual era o problema de termos a Zona Norte com 12 equipas e a Sul com 7 por ex ??
Fica a minha opinião, que vale o que vale, num assunto que tem pano para mangas. Quero apenas referir que modelos perfeitos não existem com certeza, e que é impossível agradar a todos. Mas pergunto eu, estão as coisas melhores este ano do que no ano passado ??